Blue Ridge Parkway

 

A não ser que você tenha muito tempo disponível, não dá para conhecer a Blue Ridge Parkway de uma só vez. São 469 milhas (750 Km) de estrada montanhosa, com muita atividade e história por todo canto. No outono, quando as folhas se tornam avermelhadas, a paisagem é ainda mais linda. Entretanto, se pretender fazer essa viagem de moto, faça antes do início do inverno, porque além do frio extremo, muitos trechos são fechados por causa da neve e gelo na estrada.

Não há um trecho plano ou reto. Ou você está subindo, ou está descendo, e a ultrapassagem é proibida em muitos trechos. Num determinado momento a viagem se torna repetitiva, porque apesar de estarmos na crista da montanha, com teoricamente uma vista panorâmica maravilhosa, a estrada segue entre árvores, e só se vê mata por muito tempo, a não ser que se pare nos mirantes. Por isso, o melhor a fazer é visitar os diversos pontos turísticos.

A BRP vem do Tennessee, atravessa North Carolina, seguindo até Virginia. Este trecho é o percurso dentro do estado de North Caroline, saindo de Asheville e seguindo-se pela Blue Ridge até Blowing Rock . Os índios Cherokee habitavam esta região e ainda se encontra artesanato, arte e cultura indígena em diversos lugares. Essa estrada é um tipo de amostragem da vida na América. Cada parte dessa região é um retrato de uma era e de uma tradição. As batalhas mais violentas da guerra civil americana foram travadas ao norte dessa estrada, e ainda se podem visitar algumas regiões onde as batalhas ocorreram. Talvez o melhor conselho que posso dar para quando se visitar esta região é diminuir o ritmo, seguir devagar, viver a história, visitar as pequenas cidades.

Quando passei por Blowing Rock, por exemplo, fiquei tão encantado com essa vila de 1700 habitantes que decidi ficar mais tempo. Na alta estação, a população de Blowing Rock sobe para 10 mil. Saber um pouco de inglês é necessário. Espanhol, por aqui, não funciona. Mas o povo é tão hospitaleiro e simpático, que você conseguirá se comunicar de qualquer maneira. Em duas viagens que fiz por esta região, não cobri nem 20% das atividades que constam no guia turístico. Veja só: ao longo da Blue Ridge poderemos visitar algumas das montanhas mais antigas do mundo; o pico mais alto do leste dos Estados Unidos, Mount Mitchell; o rio mais antigo da América do Norte, New River; o vale mais profundo ao leste do Grand Canyon, Linville Gorge; a queda d’água mais alta ao leste das Montanhas Rochosas.

E o que tem pra fazer? É incrível. Dá para se passar as férias somente nessa estrada. Há camping, pesca, golfe, trilhas, ciclismo, motociclismo, canoagem, museus, visitas históricas, cavernas, alpinismo, além de restaurantes e chalés. Enfim, já deu pra se ter uma ideia, não é?

Nosso passeio começa em Asheville, uma cidade encantadora com muita arte, restaurantes e eventos, caminho obrigatório para que vem esquiar na região. Há tantas estações de esqui nesta área que Asheville tem um centro de fraturas de última geração, um dos mais adiantados nos Estados Unidos. Abriga também a mansão Biltmore, um monumento à riqueza americana, hoje atração turística, hotel e vinícula. Veja no site www.biltmore.com

Enfim, de moto ou de automóvel, esse roteiro é um prato cheio e você nunca estará só. Há centenas de motos o tempo todo nas estradas ou nos estacionamentos dos pontos turísticos. Se quiser conhecer mais sobre essa estrada maravilhosa, sua história, atividades e pousadas, tem um site muito bom: www.blueridgeparkway.org.

Fotos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Asheville: Google Map do trajeto.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GS pronta para a estrada em Asheville.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Estrada típica da região. Difícil encontrar um trecho mais ou menos plano como este. Nesta estrada, ou estamos subindo ou descendo.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Centros de informação com toda infraestrutura. Banheiro, ar-condicionado e amplo estacionamento com espaço tanto para motos como para motorhomes.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vista em uma das cristas da montanha. Aqui está a razão pela qual essa cordilheira é chamada de Great Smoky Mountains. A neblina é constante, parecendo fumaça.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Placa anunciando um dos muitos Visitors Centers. Vale sempre a pena parar e conversar com o pessoal. Eles sabem tudo sobre a região e tem mapas e folhetos explicativos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Entrada para Mount Mitchel. Parecia que já estávamos muito alto, mas a estrada não para de subir até Mount Mitchel.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No caminho, placa informativa do parque com informações, mapas e um alerta para se tomar cuidado com os ursos.

 

 

 

 

 

 

 

Antes do topo, um restaurante com estacionamento enorme e lugar privilegiado exclusivo para motos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Vista da rua principal da pitoresca vila de Blowing Rock.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Placa que ilustra bem o espírito da cidade. “Blowing Rock é tão pequena que não temos o bêbado da cidade. A GENTE SE REVEZA.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Um shopping de Blowing Rock. Blowing Rock é uma pedra côncava, no topo de uma montanha com o mesmo nome. O vento bate forte nessa região e quando encontra essa enorme pedra côncava, não tendo para onde escapar, sobe com bastante velocidade. Assim, quase tudo que se joga lá de cima, tais como folhas, capim, poeira e até pedaços de madeira leve, sobe empurrado pelo vento, ao invés de cair. Os índios da região acharam isso muito estranho e foram eles que deram nome à pedra.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma simpática pousada no centro de Blowing Rock.

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