Jóias H. Stern – Orgulho Brasileiro e Ícone Internacional em Design

 

O design Brasileiro é hoje, sem dúvida, um dos mais reconhecidos, premiados e vergonhosamente copiados, no mundo inteiro. De Lacroix, passando por Versace e Miu Miu, à Donna Karan, todos sem exceção jà beberam nas fontes criativas da moda brasileira, e é claro sem jamais admitir isso.

Victorias Secret e La Perla, marcas consagradas de lingerie feminina, tornaram-se reconhecidas internacionalmente graças ao design “adaptado” ao gosto das brasileiras, talvez possamos dizer que o “segredo de Victoria”, já não é mais tão secret assim, é brasilidade pura no Design, sem falar nas modelos, a história da marca poderia ser contada em “BG” e “AG”, “before Gisele” e “after Gisele”.

Até mesmo as humildes Havainas, criadas em 1962 pela paulistana Alpargatas, quem diria, se tornaram “très-chic”, e para o Oscar de 2006 em Los Angeles, em uma parceria com a austríaca Swarovski, ganharam adornos em ouro branco 18K e diamantes, chegando a custar U$ 1500 o par.

Havainas com detalhes   Swarovski em ouro branco 18K e diamantes

 

Uma das mais importantes redes de department stores nos Estados Unidos, a JC Penney é um grande exemplo desta influência, antes da aquisiçao da rede gaúcha Lojas Renner pelo grupo, a JC Penney poderia facilmente ser enquadrada na categoria “Loja de Armarinhos”, contando com racks e mais racks, de vestidos ‘Sunday’s church style’, do tipo que Dona Benta do Sítio do Pica-pau Amarelo adoraria. Após o “banho de loja” que todas as filiais americanas receberam, seguindo o estilo da brasileira Lojas Renner, o resultado não poderia ser outro, um super boost nas vendas e a mudança total na imagem da rede.

Não é de hoje que o design Brasileiro vem fazendo sua história no mundo, e um dos maiores ícones desta história é com certeza, o grupo H.Stern.

Um pouquinho de história…

Em 1939 Hans Stern, judeu-alemão nascido na cidade de Essen, filho único de Kurt e Ilse Stern, embarca com sua família para o Brasil. Seu tio, então casado com Gabrielle Marx, irmã de Roberto Burle Marx, havia imigrado para o Brasil à 3 anos atrás e lhe falado por cartas e telegramas sobre um país livre de perseguições religiosas e cheio de oportunidades. A familia Marx providenciou os visas e hospedagem para os Stern nos primeiros meses.

O jovem Hans Stern, com 16 anos na época, logo encontrou emprego de filatelista, em uma loja para colecionadores de selos, seu pai engenheiro elétrico formado na Alemanha fora contratado pela Companhia Elétrica da Parnaíba, no Piauí. O dinheiro era nenhum, e Hans decidiu fazer um curso de datilografia após o expediente em busca de um salário melhor. Foi então contratado como datilógrafo na Cristab, empresa Brasileira de Exportação de pedras preciosas e semi-preciosas.

Em 1943 ele deixa a Cristab, que acaba por fechar anos mais tarde, e muda-se para um apartamento pequeno em Copacabana com sua mãe.

As pedras brasileiras não saem de sua mente, e passou a “caçá-las” pelo país, aquamarines, turmalinas e topazios de Minas Gerais, citrines do Rio grande do Sul, ametistas do Rio de Janeiro, … sempre em busca da melhor qualidade.

O Brasil se tornara um país de “pedras mágicas” para Hans, “As pedras preciosas e semi-preciosas brasileiras devem ser um símbolo nacional, assim como o café, o samba e o futebol”, afirmava ele.

 


 

 

 

 

 

 


Hans Stern em frente à uma das lojas da H.Stern

 

De uma pequena sala alugada, com uma mesa e duas cadeiras, a H.Stern cresceu para transformar-se na segunda maior joalheiria do planeta, ficando somente atrás, em vendas, da multi-centenária Cartier.

 

 

 

 

 

 

A atriz Ashey Judd, garota  propaganda da H.Stern

 

Hoje com mais de 165 lojas em 12 paises, as jóias H. Stern, têm na qualidade de suas pedras e na sofisticação do seu design “avant-garde”, a herança do Brasil, fazendo-se presente entre as maiores celebridades, adornando os maiores eventos do show biz internacional, como o red carpet do Oscar, Cannes, Sundance e tantos outros.


A cantora Rihanna com um bracelete H.Stern no MTV Awards


Atriz Eva Longoria  escolheu os brincos ‘Hebe’ da H.Stern no valor de meio milhão de dolares e um bracelete em diamantes H.Stern para seu casamento

Mesmo tendo nos filhos Roberto, na direção de Design no Brasil e Ronaldo na direção da empresa em Nova York, seus grandes aliados, aos 84 anos, Hans Stern continua acompanhando de perto o império que criou. “As jóias H.Stern têm a alma do Brasil”, afirma.

 

 

 

 

 

Loja da H. Stern em Nova York

 

 

 

A atriz Jada Pinkett no red  carpet do Oscar, com brincos de diamante amarelo Canary H.Stern no valor de 1 milhão de dolares, uma das jóias mais caras do mundo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Angelina Jolie no Oscar de 2004 com o colar 'Athena' da H.Stern no valor de 10 milhões de dólares

 

 

 

 

 

 

 

 

Ah! A propósito Stern em alemão significa “estrela”, muito apropriado.

Para saber mais sobre a H. Stern: www.hstern.net ou www.hstern.com.br

Para saber mais sobre o meu trabalho: www.amallmann.com



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